quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eleição ou BBB?


Das duas, uma: ou o Big Brother estimulou tanto a participação democrática dos brasileiros e contaminou com sua quebra de privacidade pessoal no pleito municipal ou as eleições viraram a disputa da vida privada.

Não quero mais ouvir de cabelos, cores, photoshop. Quem mudou isso ou aquilo esteticamente. Tu viu onde aquela uma mora? Aquele outro tem um filhinho simpático.

Qual as propostas? O que pensam? O que fizeram?

A mídia monopolista que apresenta a pauta de discussões à sociedade se encarrega da 'bigbrotherização' das eleições.

O que fariam com os R$ 50 milhões da Mega Sena. Onde cuidam da saúde. Isso lá importa para quem vai governar Porto Alegre?

A lei eleitoral, contestável e anti-democrática, dá mais tempo de TV para quem tem mais deputados na Câmara Federal. Os que já estão lá têm mais tempo na TV para continuarem.

As eleições estão quase acabando sem "incomodar" a vida de ninguém. Um desastre. Se a eleição não mexe com as pessoas, a putaria institucionalizada será referendada.

Deixem o Big Brother para o verão 2009.

Ainda nem entramos na primavera.


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