terça-feira, 6 de outubro de 2009

A intensidade da resistência 101 dias depois

A manha deste 6 de outubro foi de muita atividade polìtica por parte da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado. Iniciaram por volta das 8h30 com distribuiçao de um jornal de quatro páginas, bem escrito e bem diagramado, em frente a Embaixada dos EUA, local onde ocorrem concentraçoes cotidianamente.

Com muitos cartazes, apitos, buzinas e chapeloes estilo Presidente Manuel Zelaya, apelidado de Mel, as pessoas vao se agrupando mais e mais. Pelas 9h haviam cerca de 60 pessoas. Às 10h, duzentas. Quando o relógio marcou 11h já haviam nao menos

que 300 pessoas. Cantando, buzinando, apitando. Somado ao barulho dos manifestantes se somaram muitas buzinas dos carros que passavam, apoiando as pessoas que estavam na concentraçao.

Juan Barahona, um dos mais destacados líderes da Frente Nacional, informou a todos que 12 pessoas ligadas à Frente de Resistência solicitaram asilo político a Guatemala devido a perseguiçao que sofrem por parte do exército. Nao disse, entretanto, quantos homens e mulheres, nem seus nomes e nao sabia ainda qual o motivo especifico do pedido.

As aglomeraçoes públicas tendem a aumentar em Tegucigalpa após a retirada do Estado de Sítio e do fim, já há alguns dias, do toque de recolher por parte do governo interino. Amanha de manha ocorrerá mais uma reuniao da Coordenaçao da Frente Nacional em que se atualizará a leitura da conjuntura do país e apontar os encaminhamentos da resistência.

Em Assembleia Geral, realizada no sábado 4 de outubro, o movimento que exige a volta de Manuel Zelaya ao poder e de uma Assembleia Nacional Constituinte marcou marchas e piquetes em diversos bairros da capital hondurenha que se encontrarao no centro da cidade.

Mas o mais impressionante sao as abuelitas da Resistencia. Senhoras de setenta, oitenta anos. Com megafones e tudo que pode ilustrar sua indignacao. Sao admiradas e respeitadas mais que todos. Elas sao do alto dos cabelos brancos e das gengivas desdentadas uma das marcas da capacidade de resistir e de intensificacao do povo hondurenho.






10 comentários:

Mônica disse...

Emocionante estas fotos, provas cabais da resistência do tempo e da sabedoria adquirida pela vida.

...e vem das anciãs, o recado implícito do não calar, não ceder, não perder a esperança! Eis é o Universo Feminino!!!!

Provavelmente, muitas já tenham perdido parte da faculdade da audição (pelo tanto de absurdos ouvidos pela vida ou pelo desgaste natural) porém, continuam utilizando-se da faculdade da fala como instrumento de combate e persuasão!

Mônica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mônica disse...

Tira-teima:

Rodolfo, cá entre nós, nestas fotos, és tu quem está entrevistando?

Esta mão eu conheço ou é uma mão mto parecida com a tua, mtoooooooo mesmo!!! hehehe

Leila disse...

Realmente como tua mamacita já falou é emocionante.

Ver as abuelitas na rua, incansáveis na sua luta, sem perder a esperança, renova nossa energia para nossa própria luta!

Rodolfo, parabéns!! Isso é fazer parte da história, é ser história, é ter história prá contar!

Felipe Lins disse...

Que bela história tu tá construindo. Segue adelante, meu chapa. Continuo lendo e acessando todos os dias, ansioso. Grande abraço.

Dialógico disse...

Rodolfo, publicado no Dialógico: http://dialogico.blogspot.com/2009/10/las-abuelitas-de-tegucigalpa.html
Abração, aguardamos mais notícias!

Claudia.

Rejane disse...

Emociona ver a energia das abuelitas, desafiando o tempo e os homens ...
Parabéns, guri!
Segue em frente...
Daqui, fico torcendo.
Abraços.

Carina Kunze disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carina Kunze disse...

Não tem iedade pra fazer revolução!
Tem que ter é determinação!
Parabéns ás abuelas hondurenhas!

Grande força, companheiro!

abraços de luta!

Rômulo disse...

"A vida é linha de passos, passos paralelos, passos cruzados, passos compassados aos teus..." Romulo Mohr