quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Las películas... tenemos que terminálas.

Mesmo que às cegas. Assim termina Abraços Partidos - Los Abrazos Rotos - o último filme do Almodóvar.

É uma história interessante. Porém, não me agarrou como os outros filmes que tinha visto dele.

Gostei do protagonista Lluis Homar. Sua dupla personalidade entre Mateo e Harry não chega a ser grandes coisas, mas ele interpretando um cego foi muito bem, já que é muito difícil não exagerar na cegueira ou não parecer um cego que às vezes vê.

José Luís Gomes que faz o repugnante, corrupto, agressor-de-mulheres e empresário Ernest Martel é bom justamente porque gera asco em quem assiste.


E a Penelópe Cruz é a Penelópe Cruz. Almodóvar não erra nunca com ela. São imbatíveis como dupla. Secretária, boa filha, acompanhante, mulher do empresário rico, amante do diretor, rolando na escada, engessada, de peruca, vestida e nua. Todas essas coisas ela faz e faz bem.

O Abraços Partidos foi a sessão das 21h40, na sala 5, do Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo.

Antes disso, às 17h, na sala 1 do mesmo cinema, assiste o novíssimo Sherlock Holmes de Guy Ritchie. É hilário, envolvente, genial e paranóico.

A cabeça de Sherlock Holmes é uma insuportavelmente perspicaz e paranóica. Nada lhe escapa. Enlouquece o dono e agrada ao público. "Os detalhes é que são o mais importante" definiu aquele que dá nome ao filme.

Sem ler nada, sempre tive a idéia de um detetive meio molenga, super inteligente, mas não um brigador. Pois o ainda jovem Holmes, com aparentemente quase 40, talvez início de seus 40 anos, briga muito. E bate pensando em cada golpe. As duas cenas de briga em que segundos antes aparece ele arquitetando os golpes infalíveis são ótimas.

E o caro Watson é muito bom também. É quem faz o melhor de Holmes aparecer sem ser apenas uma sombra. Uma dupla perfeita. Numa Londres um pouco mais obscura e fascinante. Robert Downey Jr. e Jude Law estão de parabéns. O ruim foi a hora eu que eu dei leves cochiladas segundos antes do clímax. Ainda bem que acordei. Os filmes temos que terminá-los, mesmo que dormindo.






Quem quiser uma crítica do filme entre em www.sherlockholmesbrasil.com.

Um comentário:

Carina Kunze disse...

Abraços partidos não é mesmo o filme mais envolvente do almodovar, mas a cena da batida de carro me fez gritar no cinema. O cego, harry, simplesmente não consegui gostar dele por causa de um personagem anterior que ele fez. Um filme do almodovar tb, La mala educacion, não sei se tu já viu. Esse sim, é um filme fantástico desse diretor. E sse persongaem que o cego fazia, era um padre pedófilo, e ele fez tão bem que fiquei com nojo dele pro resto da vida, hehehe.

O holmes eu já li vários livros, mas to curiosa sobre o filme, por que sou apaixonada por esses dois atores, o diretor não poderia ter escolhido melhor.

Aproveita bem o rio!
Até a volta,
besos