sábado, 17 de abril de 2010

1996


Foto extraída do Diário Gauche - acesse diariogauche.blogspot.com


Há 14 anos ocorria um dos maiores massacres, se não o maior, decorrentes da luta pela reforma agrária no Brasil.

Foi em Eldorado dos Carajás no Pará. Uma mobilização de acampados na rodovia que liga Belém ao sul do estado foi terminada com o assassinato covarde de 19 sem-terra.

O massacre foi comandado pelo governo de Almir Gabriel do PSDB.

Na esteira da luta pela terra no Brasil, contra o neoliberalismo e a repressão aos movimentos sociais foi eleito Lula em 2002.

Agora em 2010 a reforma agrária não avançou, o Bolsa Família angariou amplo de muitos assentados, a impossibilidade da reforma agrária se dar devido à falta de recursos, de instrumentos e de incentivos do governo tornam necessária a continuidade da luta incessante pela divisão da terra no Brasil.

Lula não levou a cabo seu compromisso histórico com a reforma agrária. Escolheu o caminho do agronegócio, dos transgênicos e aposta na monocultura da soja como base fundamental da economia de exportação brasileira.

Assim, movimentos como o MTL - Movimento Terra Trabalho e Liberdade - que não se curvam ao poderio da máquina estatal seguem sua luta por terra, trabalho, liberdade e contra a criminalização dos movimentos sociais.

Tivemos importantes lideranças do MTL como Dim Cabral, João Batista e Marilda que na sua luta por reforma agrária em MG foram condenados a 5 anos de prisão.

O PSOL que se orgulha de seus camaradas condenados injustamente não aceita que nestas eleições de 2010 que Serra omita o massacre do tempo do FHC, que Dilma fale em reforma agrária depois de 8 anos de engodo de Lula.

Vamos com Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira da Reforma Agrária, para que possamos apresentar um caminho, junto ao MTL e MST, para a que não tenhamos mais latifúndios, nem novos Eldorados dos Carajás.

Nenhum comentário: