segunda-feira, 12 de abril de 2010

Rio de Janeiro I - Conferência do PSOL

O PSOL aclamou Plínio de Arruda Sampaio, o candidato da minoria dos delegados eleitos à III Conferência Nacional, como pré-candidato à Presidência da República. Esse é apenas um fato deste fim de semana em que a militância e a direção do PSOL esteve reunida no Rio de Janeiro.

Os acontecimentos que levaram a esta decisão passam pela existência de duas plenárias e nenhum Conferência. Uma plenária da maioria dos delegados eleitos, com a presença de Heloísa Helena, Luciana Genro e do nosso pré-candidato Martiniano Cavalcanti. A outra, da minoria dos delegados eleitos, estiveram além de Plínio, Babá, terceiro e menos votado pré-candidato à Presidência, Ivan Valente e Chico Alencar, nossos deputados federais de SP e RJ respectivamente.

A divisão física da Conferência em duas plenárias pode aparentar muitas coisas.

Para mim representou um estágio de luta política que eu não tinha visto. Afinal, não tinha sido de nenhum partido antes do PSOL e dentro do PSOL está foi a maior polêmica até agora.

Duas concepções partidárias se apresentaram com suas bases, seus porta-vozes, sua política.

Uma apontava pra dentro e outra pra fora do PSOL.

Nosso rumo nos dividiu na Conferência.

Ao contrário do que aqueles que apostam na derrocada do PSOL acho que demos alguns passos adiante.

A retirada da candidatura de Martiniano foi um passo adiante na consolidação de um bloco político mais coeso e determinado no interior do PSOL para projetá-lo para fora.

Precisamos consolidar um PSOL que seja capaz de atuar na realidade concreta, por mais dura que seja.

A tragédia da chuva no Rio de Janeiro precisa de uma intervenção contundente do PSOL.

O choro de Cabral na disputa dos royalties do Pré-sal não se repetiu com centenas de mortos, com os soterrados em Niterói.

Um PSOL que combata a corrupção, ainda com mais força no dia que Arruda vai para casa, depois de uma temporada preso. Elemento que aumenta a desigualdade social, porque é o dinheiro do imposto dos pobres que vai parar no bolso dos ricos.

Um PSOL, que capitaneado por Heloísa Helena se constitua como pólo de poder alternativo ao bloco PT X PSDB.

Lutamos contra consensos que levam o povo à paralisia. O PSOL que defendemos é o PSOL que luta pelo empoderamento popular, para que o povo faça suas escolhas e execute suas demandas.

Nisso saímos melhor armados.

A luta política só existe em partidos democráticos e vivos. O PT preferiu o consenso no nome de Dilma imposto por Lula. O PSDB não consultou suas bases para escolher Serra.

Nosso PSOL não é das cúpulas é de seus militantes e ativistas.

Esse processo qualificou e testou novos quadros partidários. Injetou ânimo na vida partidária. O que incomoda nosso bloco é que queremos que a partir deste momento todo o ânimo da militância do PSOL seja jogado para as ruas.

No Rio Grande do Sul temos enormes desafios. Eleger Luciana Genro, Deputada Federal, e Roberto Robaina, Deputado Estadual, estão à nossa altura.

Pedro Ruas já é um pré-candidato ao Piratini consolidado. Sua trajetória, coerência, firmeza, determinação, conteúdo político, programa e capacidade de debate levarão o PSOL a um novo patamar no RS.

Deixamos o convite para todos e todas que queiram encarar o desafio de sacudir a sociedade, de virar o mundo de pernas pro ar, a vir para o PSOL.

Nascemos para transformar, revolucionar. E a essa vocação não renunciamos em nenhum momento.

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