sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Intervenção Federal, prisão para Arruda e seus comparsas

Nota Pública do PSOL-DF sobre o escândalo no governo do Distrito Federal.


INTERVENÇÃO JÁ !

PRISÃO IMEDIATA PARA OS DEMAIS CORRUPTOS DO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL E DA CÂMARA LEGISLATIVA, COM O DESBARATAMENTO DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA CHEFIADA POR ARRUDA E SEUS COMPARSAS.

Nesse grave momento da vida política do Distrito Federal, o PSOL não poderia deixar de abordar um tema que está mexendo com a consciência cidadã de todos que querem ver o Brasil e o Distrito Federal livre da corrupção, da esperteza e da malandragem de maus políticos.

Todas as evidências e fatos apurados até o momento pela Operação Caixa de Pandora, mostram que os integrantes de uma organização criminosa, chefiada pelo ainda governador Arruda e pelos mais altos mandatários do Poder Executivo e da Câmara Legislativa do Distrito Federal, foram flagrados saqueando milhões de reais dos recursos públicos, de nossa sofrida e cansada população, que paga corretamente os seus impostos.

Além disso, os integrantes dessa quadrilha fizeram aprovar na Câmara Legislativa em 2009 o PDOT-DF – Plano Diretor de Ordenamento Territorial, sob encomenda dos grandes especuladores e empresários da construção civil, atendendo principalmente a Paulo Otávio e suas empresas. Por isso é fundamental a imediata revogação da lei que aprovou o PDOT, além de apurar as responsabilidades por mais este delito contra a economia e os interesses populares na Capital da República.

Na verdade é mais um capítulo da grotesca e repugnante novela da corrupção em sucessivos governos do Distrito Federal, que se arrasta desde o tempo de Joaquim Roriz, cuja folha corrida e processos a que responde também envergonham as pessoas de bem e honestas, sem que ninguém tenha sido punido e preso, com excessão de Arruda e parte do bando criminoso por ele chefiado.

O ex-Senador e mega empresário Paulo Otávio renuncia ao cargo de vice-governador, certamente temendo sua cassação e prisão por denúncias de corrupção, e também por colaborar com o impedimento dos trabalhos da Justiça na apuração da corrupção e da roubalheira geral que tomou conta desse governo.

Por não possuir os requisitos éticos e a independência necessária à condução do governo, o deputado Wilson Lima, atual presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal e membro fiel da base aliada do governador Arruda, não deveria assumir o cargo de governador por razões óbvias de seu envolvimento com todos os esquemas fraudulentos montados e denunciados amplamente por todos os meios de comunicação, além de estar respondendo a vários processos na Justiça.

Certamente, com o avanço das investigações o Deputado Wilson Lima, que “está governador do Distrito Federal nesse momento”, também cairá ou renunciará ao cargo.
Diante da gravidade da situação, o PSOL - Partido Socialismo e Liberdade entende que a intervenção federal se faz necessária no Distrito Federal, obedecidas as condições da legalidade e da moralidade, garantindo que o interventor permaneça o tempo necessário para expurgar do governo todos os esquemas fraudulentos. Esse também é o sentimento de toda a nação brasileira e não só dos habitantes da Capital do país.
È necessário que o interventor nomeado pelo governo federal, com o aval do Congresso Nacional, demita de imediato todos os integrantes de cargos comissionados da estrutura administrativa do GDF identificados com os principais “cabeças” da organização criminosa. Ele deverá também afastar todos os servidores envolvidos e flagrados na Operação Caixa de Pandora, instalar os inquéritos e processos administrativos para apurar o roubo e as fraudes e punir exemplarmente os seus responsáveis, e após a operação limpeza, antecipar o processo eleitoral se for o caso e se houver tempo para isso. Caso contrário, o calendário eleitoral de 2010 deverá ser mantido no Distrito Federal.

O PSOL acredita que as medidas ora apresentadas, poderão ajudar na busca de uma saída emergencial que impeça de imediato no Distrito Federal, a continuidade da roubalheira e da corrupção. O PSOL exige que todo o dinheiro roubado seja integralmente devolvido aos cofres públicos e que haja o confisco dos bens de todos os envolvidos no escândalo.
Acreditamos que está na hora de trazermos, com a seriedade que o assunto merece, o debate sobre a adoção na legislação do país, da figura jurídica da revogabilidade dos mandatos para todos as cargos políticos, onde os eleitores, mediante requerimento à Justiça Eleitoral, peça a revogação de todos os mandatos daqueles que traíram a confiança dos eleitores, seja por infidelidade partidária, por participação em quaisquer atos de corrupção na vida pública ou por violar as leis do país.


O PSOL no Distrito Federal, juntamente com as organizações populares, entidades do movimento estudantil, militantes de partidos políticos que não tem vinculação com a corrupção e setores que sempre lutaram pela ética na política, estão unidos e sintonizados com o clamor popular por uma saída que respeite a cidadania e os direitos da população da Capital da República.

Acreditamos que a continuidade da mobilização popular e de suas entidades, combinada com a ação independente da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal poderá colocar um ponto final num dos maiores escândalos que o Brasil está assistindo, e espero, que a prisão dos envolvidos nesse escândalo sirva de lição para todos que ainda insistem no caminho da ilegalidade, da corrupção e do assalto aos cofres públicos.

Brasília, 26 de fevereiro de 2010

Vídeos para o final de semana

Vou passar o final de semana fora e deixo aqui a sugestão de dois vídeos.

O primeiro é do jogador do Flamengo Petkovic em entrevista a Ana Maria Braga. Além de calar a "apresentadora" da Globo, Pet defende o socialismo.


Neste outro uma sátira muito bem feita das propagandas do Exército brasileiro. Sensacional.


Bom final de semana.

As águas de março começam, a partir de segunda, a fechar o verão.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Evo Morales determina abertura de arquivos secretos do período da ditadura militar na Bolívia

Renata Giraldi
Da Agência Brasil
Em Brasília

O presidente da Bolívia, Evo Morales, determinou a abertura dos arquivos referentes à ditadura militar no país – de 1964 a 1982. A expectativa, segundo as autoridades federais, é de que as Forças Armadas apresentem hoje (17) ao Ministério Público as informações necessárias para iniciar as investigações. Um dos objetivos é localizar os restos mortais de ativistas políticos de esquerda que lutaram contra o regime e que estão desaparecidos.

Representantes da Defensoria Pública, da Fiscalização Geral e de grupos ligados aos direitos humanos e a parentes de desaparecidos políticos deverão se reunir nesta quarta-feira em La Paz (capital boliviana). O objetivo é que todos tenham acesso ao processo de abertura dos arquivos.

Pelos cálculos das entidades de direitos humanos e autoridades federais, há pelo menos 156 pessoas desaparecidas - no período de 1964 a 1982. O ministro da Defesa, Ruben Saavedra, afirmou que um procurador militar vai acompanhar o trabalho como garantia de acesso aos arquivos referentes ao período da ditadura.

Na relação de desaparecidos estão o líder do Partido Socialista, Marcelo Quiroga Santa Cruz, e o dirigente sindical Carlos Flores Bedregal. De acordo com informações não oficiais, ambos teriam sido mortos em julho de 1980. Na época, o presidente boliviano era o general Luis García Mesa, que liderou um golpe de Estado para evitar a eleição de Hernán Suazo.

Atualmente o governo Morales desconhece detalhes do que contém o arquivo militar relativo à ditadura. De acordo com Saavedra, foram cumpridos os requisitos definidos pela Lei Orgânica das Forças Armadas para ter acesso às informações. Segundo ele, os recursos financeiros para o processo também estão assegurados.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

É só uma criança

que saudade maldita

ela vem, chega, bagunça tudo...

Ir embora? pra quê?

o bom pra saudade é ficar aqui
me insistindo a não querer te lembrar

sim, porque eu queria lembrar de ti de propósito
com a vontade daqueles que não sofrem
daqueles que não choram
daqueles que não perdem o sono
que não perdem o ânimo

que deixaram o desânimo em um canto qualquer


pois é

ela fica instalada no meio de uma sala redonda...

onde eu não possa me esconder.

fica na sala central do meu corpo

latejando meu coração

despertando meu tesão

me tentando a ti

às vezes me pergunto se não foi tu que mandou ela pra cá

tirou ela de ti e mandou me visitar, passar uns dias comigo...

como se fosse um filho

fruto da separação

E os filhos da nossa junção

onde é que ficaram?

acho que essa filha maldita pegou eles todos, juntou num saco e esparramou tudo por aqui

A saudade é uma criança que brinca com as nossas lembranças dentro da minha lembrança

Pega os nossos brinquedos mais legais e não pára um segundo

Lógico, é só uma criança que quer brincar

É uma criança que eu quero abortar

Que quanto mais cresce e se desenvolve mais me angustia

E isso nem tu e nem eu precisamos.

Era parte do nosso acordo.

Pena que as crianças não entendem dessas coisas de adultos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Quem quer ser um Avatar?

É simplesmente sensacional o filme de James Cameron. Cheguei a pouco do cinema, ainda baixando a poeira.

Sim, já simplifiquei o filme como fazem os céticos. Um filme de ação e uma história de amor. Amor e guerra, nada demais. Mas dos céticos eu já tô cheio.

Para aqueles que pensam que o lado certo deve vencer de vez em quando se deliciam com Avatar. Sim, em Hollywood sempre o pior vence. Os EUA vencem sempre. Aqui temos um desertor fundamental para a vitória do Povo, que, contrariamente a maioria dos filmes, vence.

O mundo da fantasia de Cameron tem pouco de fantasioso. É um planeta Terra em estado natural, com animais e pessoas com suas pecualiaridades. Porém a fauna e a flora são diretamente inspiradas no nosso mundo e, ao mesmo tempo, inspiradoras.

A magia de Pandora consiste num sistema planetário que envolve todos os seres vivos como um cérebro humano. A magia é puramente humana.

Ok, os vilões morrem, o mocinho vive, tem morte, sofrimento, traição, ação, bombardeio, contra-ataque (posso usar o hífen até o ano que vem), justiça e liberdade. Sim, tudo o que o cinema sempre usa. E por repetir a fórmula quase sempre as películas se dão bem.

O que Avatar tem que os outros não tem. A imagem em altíssima qualidade, alguns efeitos que poderiam ser ainda mais explorados.

Entre os velhos clichês e as novidades fico com o impacto de Avatar.

O necessário impacto daqueles que peleiam para que um dia a Natureza vença. Nisso o cinema dos EUA sempre atrapalhou. Agora com Cameron fez um golaço.

Viva Pandora! Tem vaga para novos avatares?


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval Pop & Eleições 2010

Reproduzo texto elaborado por Kenzo Jucá, do PSOL-DF, sobre a escolha do candidato do nosso partido à Presidência da República.



Carnaval Pop & Eleições 2010
Beyoncé, Martiniano, Plínio, Babá, Parangolé e Caetano Veloso



Vivemos uma curiosidade tipicamente brasileira essa semana. A visita arrasadora da cantora-dançarina pop norte-americana Beyoncé Giselle fez Caetano Veloso compará-la ao sucesso do momento no carnaval baiano, o rebolation. Abriu-se, então, a polêmica: Beyoncé ou Psirico, quem é melhor? Melhor ainda: quais as diferenças no conceito musical? O bom baiano e compositor genial Caetano, ciente da proximidade rítmica, disse preferir, com razão, o ritmo brasileiro do grupo Parangolé ao da cantora mais rica do mundo.

Ao mesmo tempo, a esquerda socialista brasileira debate sobre o melhor candidato para disputar contra Dilma, Serra e Ciro em 2010, após encerramento de diálogo com Marina, que recusou ser o contraponto e preferiu apostar num “realinhamento” que una PT e PSDB - proposição coerente programaticamente para ambos, mas que talvez perca a coerência se Marina encarnar a unidade, visto que ela poderia desafinar o tom neoliberal. Por isso, o PSOL busca um candidato que lute sozinho contra os outros quatro e dê ritmo à esquerda em 2010, após a acertada tentativa de atrair Marina para a unidade contra o projeto hegemônico no Brasil, apesar de não ter dado samba.

A polêmica sobre o candidato do PSOL a presidência significa muito mais que uma escolha de nomes entre Martiniano Cavalcante, Plínio ou Babá. O debate é entre projetos políticos, estratégias e táticas, visão sobre Brasil, socialismo e o papel da esquerda. Não é apenas o ritmo – como Byoncé e Psirico - mas também a melodia, o tom, a poesia e o improviso, ou seja, o conceito musical que o PSOL tocará em 2010. Isso é importante, pois mesmo uma bela melodia pode soar ruim sem um ritmo adequado ou com improvisos desafinados. Sem poesia também não há harmonia. E o objetivo do PSOL é ser ouvido e entendido pelas massas populares, além das vanguardas e sem perder o tom. Trata-se de um contexto muito complexo essa escolha do PSOL em curso, com amplitude e pragmatismo que lembra a comparação sonora que fez Caetano unir Parangolé a Beyoncé, apesar da aparente superficialidade analítica dos casos.

Mesmo que a natureza estrita das polêmicas de Caetano Veloso e do PSOL não possam ser comparadas, o contexto carnavalesco não pode nos deixar de relacioná-las. Por outro lado, o primeiro debate entre os pré-candidatos, no Rio, deixou a mesma impressão. Claramente ouviram-se dois ritmos distintos tocados pelos três candidatos. De um lado, Martiniano executando o excelente ritmo melódico original que deu origem ao PSOL e construiu Heloísa referência nacional e, por outro lado, Plínio e Babá desafinando no contra-tom musical da big band psolista.

Ao contrário do rótulo de estreito e sectário que a mídia tenta impor, desde sua pré-fundação o PSOL nunca negou o diálogo coerente, mas respeitando princípios. O núcleo fundador do partido, que tem Martiniano como uma peça chave, sempre conversou com setores que se contrapõem à unidade entre a velha e a nova direita, sem trocar de ritmo. Assim foi com os parlamentares do PDT (dep. João Fontes) e PSB (sen. Geraldo Mesquita) que ajudaram a legalizar e fundaram o PSOL e depois se afastaram. Assim foi com setores que só romperam com o PT após o escândalo do mensalão e permanecem até hoje no partido. Da mesma forma, assim também foi com a aproximação e afastamento de Marina Silva do diálogo conosco. Todos esses processos positivos foram possibilitados pela conjunção entre rigidez rítmica (programática) e flexibilidade melódica (tática) leninista, sem capitulação nenhuma, sem sair do tom, um processo executado com maestria pela direção histórica fundadora do PSOL representada na candidatura de Martiniano Cavalcante, cuja maestrina é Heloísa Helena, junto com Luciana Genro. Babá foi peça-chave nesse diálogo amplo inicial que gerou o PSOL, mas tem atravessado o samba e esquecido das letras nesse carnaval.

A pré-candidatura de Martiniano soa a coerência e a harmonia rítmica que possibilitou ao PSOL romper com o PT, se aproximar de setores de outros partidos no período da fundação, conquistar novos grupos na crise do mensalão e dialogar com Marina até o momento onde a melodia da esquerda socialista revolucionária pudesse ser ouvida, compreendida e apreciada, sem destoar do gosto musical do povo e da nossa tendência melódica.

O setor fundador do PSOL sempre agiu com maturidade e firmeza revolucionária. Isso deu tranqüilidade para Heloísa Helena aparecer em alguns momentos com 15% nas pesquisas para presidente em 2006 e conquistar 7 milhões de votos no país. Esse capital e essa responsabilidade não podem ser jogados fora a troco de nenhuma aventura ou de variações analíticas sobre movimentos sociais ou governo Lula. A referência que o PSOL conquistou junto ao povo não pode ser menosprezada. Martiniano encarna esse desafio e nos dá a segurança que o PSOL não vai desafinar com posições oportunistas, sectárias ou estreitas a serem ignoradas e ridicularizadas pelas massas. A impressão é que tanto Babá quanto Plínio teriam o mesmo ritmo, como Byoncé, Parangolé e Psirico.

O PSOL, Martiniano e o povo brasileiro não agüentam tanta corrupção. Esse é um eixo central da luta e da denúncia do sistema capitalista e para organização dos trabalhadores. A prisão de Arruda no Distrito Federal e a declaração de temor de Lula diante da decisão do STJ deixam isso mais do que evidente, inquestionável. Com bem disse Martiniano no debate do Rio, corrupção gera dinheiro, que produz mandatos corruptos, que produz mais dinheiro e mais mandatos corruptos contra o povo e à serviço do avanço do capitalismo e da desigualdade. Martiniano, assim como Heloísa, é mestre na arte de transformar fraqueza em força através da política, como ficou provado na cruzada heróica que coletou 500 mil assinaturas para legalizar o PSOL e sofreu resistência de muitos setores da própria esquerda. Esse núcleo fundador sabe a responsabilidade de construir um partido para dialogar com as massas e não apenas com setores vanguardistas e intelectualidade.

Caso o povo brasileiro não estivesse no espírito carnavalesco, seria deselegante, impertinente e não adequado comparar Plínio com Byoncé, Babá com Parangolé ou Martiniano com Caetano Veloso. Mesmo assim, ressaltamos que as analogias são cordiais e apenas fruto dos bons espíritos de carnaval, sem rebaixar a importância e seriedade que o debate deve ter e os desafios em jogo. Afinal de contas, não existe nada mais sério no Brasil que Carnaval.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A prisão de Arruda não basta

TODOS OS CORRUPTOS DO GOVERNO E DA CÂMARA LEGISLATIVA DEVEM IR COM ELE PARA A PAPUDA !

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinando o afastamento e a prisão de Arruda, chefe da quadrilha que assaltou os cofres do GDF, juntamente com a maioria dos deputados distritais, infelizmente ainda não resolve a gravíssima crise que abalou a situação política na capital da República.

Não resolve porquê o produto do roubo dessa quadrilha, que ultrapassa seguramente mais de um bilhão de reais, não está sendo recuperado pelas autoridades e ressarcido aos cofres públicos, além de estar deixando de fora vários envolvidos no esquema fraudulento.

O PSOL – Partido Socialismo e Liberdade confia na Justiça e espera que todos os envolvidos no esquema sejam presos, julgados, condenados, e que sejam obrigados a devolver cada centavo que roubaram de nosso povo, além de ficarem proibidos para sempre de concorrerem em qualquer processo eleitoral em nossa capital e em qualquer canto do país.

Continuaremos unidos com todos os setores da sociedade e dos movimentos organizados para exigir a prisão de todos os corruptos do Distrito Federal. O nosso povo é honesto e trabalhador. É a minoria de parasitas e exploradores, como essa quadrilha chefiada por Arruda e Paulo Otávio, que se utilizam da boa fé de nossa gente para se perpetuarem no poder.

O PSOL do Distrito Federal se solidariza com todos os cidadãos de bem que, desde o início da mobilização do movimento “Fora Arruda”, principalmente nossa juventude, tem incansavelmente lutado e denunciado a podridão que tomou conta do Distrito Federal.

Brasília, 11 de fevereiro de 2010

Antônio Carlos de Andrade - Toninho
Presidente do PSOL-DF

Israel Linhares
Executiva Estadual PSOL-DF

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Frente de Resistência em Honduras

Publico hoje o discurso proferido por Juan Barahona no dia 27 de janeiro de 2010, dia que marcou a saída de Zelaya da Embaixada brasileira rumo à República Dominicana. Barahona, presidente da Federação dos Trabalhadores Hondurenhos e mais destacado porta-voz da Resistência fez uma fala arrepiante neste dia. Reproduzo na íntegra. Uma lástima não ter tido acesso a uma gravação desta fala. Mas ela já é suficiente para entender os novos desígnios de Honduras. A marcha dos revolucionários se acelerou. Agora é combater firmemente os golpistas e seus agentes. Esta foto eu tirei em frente ao Hotel Clarión, local de uma mesa de diálogo ocorrida em outubro por uma comissão golpista e outra de Mel Zelaya, na qual Barahona era um dos participantes.



Discurso de Juan Barahona en los actos de traspaso de poder desde el Presidente José Manuel Zelaya Rosales hacia el pueblo hondureño representado en el Frente Nacional de Resistencia Popular

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Honduras ha cambiado para siempre. Nuestro pueblo, hoy alzado contra la dictadura del enemigo oligárquico e imperialista, se ha convertido en un gigante de la dignidad, el sacrificio y la conciencia. Nunca antes en nuestra historia estuvimos más unidos los sectores populares, nunca antes se tuvo tanta conciencia de los derechos de los hombres y mujeres pobres, nunca antes se mostró tan claramente la naturaleza explotadora, totalitaria y asesina de los que han sido dueños de este país y que hoy tiemblan ante la fuerza arrolladora de la Resistencia Popular.


Hoy, a pesar de decirlo en el fragor de la lucha y en el mismo momento en que las fuerzas del atraso juramentan a su nuevo testaferro, podemos afirmar con todo orgullo que hemos despertado y somos capaces de construir nuestro futuro.


Antes de continuar, permítanme un acto solemne e imperativo: recordemos a las mujeres y los hombres que han ofrendado su vida en esta lucha, asesinados de manera cobarde y traicionera por las fuerzas de terror del régimen de facto. Con ellas y ellos recorrimos juntos las calles, respiramos los mismos gases envenenados, recibimos la misma metralla, la misma cárcel, la misma humillación. Pero también, con ellas y ellos escribimos los pasajes más hermosos de lucha y resistencia que tuvo nuestra patria.


¡El día que su corazón se detuvo, murieron para vivir eternamente en nuestros corazones y en nuestra lucha!


¡Viva el ejemplo de los héroes del Pueblo!


¡Sangre de mártires! …¡Semilla de Libertad!


Por ellos y ellas juramos que no habrá descanso, que no negociaremos los principios jamás, que no perdonaremos la traición y que vamos a transformar este país para que sea libre, democrático, justo y verdaderamente independiente.


Luchamos por la instalación de una Asamblea Nacional Constituyente Popular que sea revolucionaria y vaya más allá de reformas tibias que dejarían intacto el sistema de privilegios mediante el cual los poderosos viven con infinitos lujos a costa de la explotación del trabajo de los pobres y el robo de los bienes públicos y la extracción inmisericorde los recursos naturales.


Nos planteamos una sociedad nueva, un ser humano nuevo, que no exalte el egoísmo como valor supremo, sino que pretenda el desarrollo integral de la colectividad. Aspiramos a forjar personas solidarias, que sientan como propias las miserias de los demás y que luchen por eliminar las desigualdades sociales que provocan el capitalismo, el patriarcado y el racismo.


Peleamos por una patria libre de injerencias externas, sin bases militares que sirvan para dañar a nuestros hermanos centroamericanos, sin transnacionales que roben nuestras riquezas impunemente, sin clases políticas que reciban órdenes desde el imperio. Luchamos por la integración de los pueblos latinoamericanos y la unión de Centroamérica.


Así lo soñaron José Cecilio del Valle, Cabañas, Visitación Padilla, Graciela García, José Martí, Juan Pablo Wainwrigh, Manuel Cálix Herrera, Sandino, Farabundo. Nuestros próceres y los grandes líderes históricos del Pueblo Hondureño y de los pueblos centroamericanos. Ese fue el ejemplo de Morazán, nuestro máximo referente, quien a pesar de haber vivido hace doscientos años, nos dejó un legado de dignidad y entereza que aún hoy es una afrenta para los enemigos del progreso.


Francisco Morazán fue asesinado hace 168 años por una oligarquía retrógrada y cobarde, confabulada con el imperio de su tiempo, tal como hace la oligarquía hondureña de hoy. Si Morazán viviera en este tiempo, sus enemigos estarían en el COHEP y en la ANDI, sus enemigos llevarían los nombres de Goriletti, Elvin Santos, Pepe Lobo, Carlos Flores, Adolfo Facussé, Rafael Callejas, Rafael Ferrari y otros cuya larga lista da nauseas mencionar.


Si Morazán viviera hoy, la clase política que usurpa los poderes del Estado, mandaría contra él al ejército y a la policía, tal como la mandan contra nosotros, que somos los continuadores de las luchas por la soberanía y la libertad de nuestro pueblo.


¡Qué gran diferencia con el Ejercito Defensor de la Ley que él comandó en contra de los oligarcas de su tiempo!


¿Qué sentiría el General Morazán si viera a los militares y policías disparando contra compatriotas desarmados, moliendo a toletazos a niños y ancianos, violando y ultrajando a mujeres y niñas indefensas, y torturando a nuestros jóvenes? El insigne General, se moriría de la vergüenza.


Aunque siempre lo hemos sabido, nunca como hoy queda tan claro que la cúpula de las Fuerzas Armadas no sirve para ganar guerras, sólo sirven para dar Golpes de Estado con los que derrocan gobiernos legítimamente electos, cuando así se los ordena su amo del norte o la minoritaria oligarquía, explotadora y corrupta.

No está lejano el día en que esos Generales pagarán sus delitos acompañando también a los empresarios y políticos golpistas en las cárceles de la Nueva Honduras.


Pero también ha quedado claro que detrás de los enemigos locales del Pueblo hondureño, se encuentra el enemigo numero uno de todos los pueblos: el imperio norteamericano. Si no hubiera contado con su apoyo, esta oligarquía cobarde nunca se habría atrevido a dar este Golpe, desafiando a la mayoría de la nación y mucho menos al mundo.


Los funcionarios norteamericanos son tan cínicos que, tras haber preparado detalladamente el Golpe con sus siervos locales, fingieron después estar en contra, ocultando su verdadero propósito de legitimar la dictadura mediante la tramposa negociación de San José y mediante unas elecciones fraudulentas.

Ahora, con número inflados, los golpistas y su hipócrita amo del Norte, tratan de engañar a los pueblos y gobiernos del mundo haciéndoles creer que aquí hubo “elecciones democráticas”.

¿Hubo elecciones democráticas, compañeros? NO, lo que hubo fue una FARSA. Al pueblo hondureño no lo engañan, porque aquí nos conocemos y sabemos que cuatro gatos fueron a votar.


Aún así, quieren engañar al mundo. Con lo que no contaban es que el mundo ha cambiado y si antes casi todos agachaban la cabeza, hoy muchos pueblos tienen gobiernos dignos que no se arrodillan ante el dólar.


Por eso a esa toma de posesión espuria no viene la mayoría de gobiernos del mundo. Vienen unos cuantos, los más serviles. Este rechazo del mundo es un triunfo de nuestra lucha compañeros. Gracias a esta batalla no han podido hacer un Golpe para la exportación.


De todos modos, los golpistas siguen con el guion preparado por el imperio.


El siguiente paso es intentar arrebatarnos las conquistas que logramos durante el gobierno del Presidente Manuel Zelaya. Los golpistas usan los medios de comunicación a su disposición, los púlpitos tarifados de las cúpulas de las iglesias conservadoras y la ONGs vendidas, para promocionar un “Plan de País” que es sólo la continuación del modelo neoliberal, que sumió en la pobreza a una gran cantidad de personas y que hipotecó el futuro de varias generaciones de hondureños y hondureñas.


En el fondo lo que pretenden es cumplir la agenda del Golpe de Estado. Su objetivo es destruir el Estatuto del Docente, aprobar un nuevo Paquetazo para sacarnos más impuestos, dejar estancado el salario mínimo o bajarlo si pudieran, subir los precios de los combustibles y las ganancias de las transnacionales, llevarse nuestros recursos minerales, privatizar el agua, saquear nuestras finanzas, entre otras pestes. ¡Pues para eso dieron el Golpe estos canallas!


¿Por qué habríamos de creer en las promesas de una clase explotadora que tuvo 30 años para demostrar que su sistema neoliberal funciona? ¿Cómo pretenden que el pueblo se fíe de un gobierno integrado por golpistas, represores, ladrones, fantoches y farsantes?


No puede depositarse ninguna confianza en el régimen que se impone a punta de bayonetas. La mentira y el engaño es su norma. Basta ver cómo se hacen “juicios” de mentiras entre ellos para ser “sobreseídos” de sus pecados y hacerle creer a los incautos que aquí no paso nada. Luego le dicen al mundo que aquí todo es “armonía” y “reconciliación”, a pesar que nos siguen matando compañeros y compañeras, a pesar que muchos van al exilio y otros son amenazados a muerte todos los días. Llegan al ridículo de hacer un show para fingir que el dictadorzuelo de Goriletti se aparta del camino.


¡Y así quieren que nos prestemos a participar en su “diálogo”!


La Resistencia Popular no participará en esa farsa del dialogo de la oligarquía y mucho menos en su gobierno espurio.


Los golpistas no tienen ninguna posibilidad de engañar más a este pueblo que alcanzó niveles de conciencia superiores a cualquier momento anterior. La gran mayoría de hondureños y hondureñas sabe que Pepe Lobo es la continuación de la dictadura, es la continuación del neoliberalismo, es la garantía del imperio para usar a Honduras como base de operaciones militares y su apuesta para detener los procesos de cambio en América latina.


Pepe Lobo NO ES NUESTRO PRESIDENTE, como Goriletti tampoco lo fue. Es el “presidente” de los Kaffati, Hándal, Facussé, Ferrari, Maduro, Callejas, entre otros; es el “presidente” de los traidores, de los corruptos, de los entreguistas.


Por eso, hoy la Banda Presidencial legítima no pasa al Lobo; quien la recibe es el pueblo luchador, el pueblo digno. Hoy la Banda Presidencial la recibe, en nombre la mayoría de la población, ¡el Frente Nacional de Resistencia Popular!


Es, por supuesto, un honor que como Resistencia se nos haga este traspaso de las manos del legítimo Presidente Manuel Zelaya, el único que fuera electo por la voluntad mayoritaria del Pueblo.


Compañeros y compañeras, la Resistencia no recibe esta banda como un trofeo o un simple reconocimiento a su esfuerzo. Sino que lo recibe como una altísima responsabilidad: la de representar al Pueblo y lograr que prevalezca la verdadera Democracia participativa y popular.


Ahora bien, el camino frente a nosotros se presenta lleno de desafíos, el Frente Nacional de Resistencia Popular es ya una fuerza nacional con impresionantes capacidades de movilización y una arrolladora simpatía, pero hacer falta dar pasos importantes hacia su consolidación.


Desde ahora la consigna es ¡Organización! ¡Movilización! ¡Formación!


Estos tres ejes de trabajo deben ser asumidos por los núcleos de Resistencia en cada barrio, en cada comunidad rural, en cada centro de trabajo, y en cada uno de ellos debe primar la democracia interna. El FNRP debe canalizar las necesidades de grupos de Campesinos, obreros, indígenas, negros, grupos LGTB, artistas, pobladores urbano- marginales, micro pequeños y medianos empresarios, movimientos ambientalistas, mujeres, organizaciones estudiantiles, fuerzas políticas progresistas y democráticas, maestros, profesionales, grupos de derechos humanos, jóvenes, iglesias populares, y otras organizaciones. Es decir, de todos los sectores explotados, oprimidos y marginados de nuestra nación, sin excepción alguna.


El abanico de ideologías que integran el Frente debe asumir una actitud de debate sincero y maduro, la unidad dentro de la diversidad es la característica más valiosa que hasta hoy tenemos y es necesario fortalecerla. En ese sentido es necesario reconocer el liderazgo y actitud de nuestro presidente Manuel Zelaya Rosales, quien ha llegado al extremo de sacrificarse y arriesgar su vida para luchar por la democratización de nuestra Patria.


Hoy el Presidente Zelaya ha vencido los inútiles intentos de quebrar su voluntad y opacar su ejemplo. Es también una manera digna de cerrar un ciclo en el que por primera vez desde que se reiniciaron las elecciones en nuestro país, un presidente se acerco a las necesidades del pueblo, que se enfrentó a la clases más conservadoras del país, y fue capaz de asumir la agenda de los sectores populares.


¡Qué pequeños se ven sus enemigos! ¡Cuán cobardes se han mostrado!


Compañero Presidente, sepa que la Resistencia lo aprecia como un líder incuestionable, A su regreso encontrará un pueblo en lucha, indetenible, y con más valor y más ganas de derrotar la dictadura. También una Resistencia Popular mejor organizada y más consciente.


El Pueblo Hondureño inicia a partir de este momento, una etapa distinta en la lucha por la construcción de un país nuevo.


El Frente Nacional de Resistencia Popular, tiene claridad del reto asumido y como lo dice literalmente su plan estratégico, deberá “Fortalecerse como instrumento de poder popular, para la conquista del poder, construyendo una nueva institucionalidad hacía la refundación de la República, para el surgimiento de una nueva democracia popular en la que participemos todos y todas y seamos protagonistas de un Estado de justicia social, para garantizar la solidaridad, la libertad y la independencia, a través de una Asamblea Nacional Constituyente que formule y apruebe la primera constitución Política hecha por el pueblo, con una visión latinoamericanista.”


El camino no será fácil, estará lleno de obstáculos y sacrificios, pero tenemos la certeza de que al final triunfaremos frente a la oligarquía y sus amos imperiales.


De nuestro lado tenemos el respaldo del pueblo, la experiencia de la lucha popular y la conciencia de lo justo de nuestras aspiraciones.


Sabremos responder a la responsabilidad que hoy asumimos.


¡Viva el pueblo heroico de Morazán!


¡Viva el Presidente Manuel Zelaya Rosales!


¡Viva el Frente Nacional de Resistencia Popular!


¡Viva la Asamblea Nacional Constituyente Popular!


¡Resistimos y Venceremos!


FRENTE NACIONAL DE RESISTENCIA POPULAR

Tegucigalpa, M.D.C., 27 de enero de 2010

Honduras vencerá! Comunicado do Presidente Manuel Zelaya desde Santo Domingo

Dia 27 de janeiro de 2010, sete meses após o Golpe de Estado que tirou do poder o Presidente Constitucional Manuel Zelaya Rosales tomou posse o "presidente" Porfírio Lobo do Partido Nacional. Neste mesmo dia, o primeiro ato do "presidente" eleito na "eleição" de 29 de novembro, em que um golpe de estado vigorava no país, foi anistiar os golpistas e assinar um salvo-conduto que permitiu o Presidente Mel Zelaya embarcar rumo à República Dominicana, onde agora é asilado político. O reconhecimento das "eleições" e do novo "presidente" pelos EUA foi determinante para a resolução parcial da crise hondurenha.

Parcial somente, tendo em vista que Honduras de fato não é mais o mesmo país que era até o 28 de junho de 2009, dia do Golpe de Estado.

O amplo e majoritário repúdio popular e a conseqüente mobilização geraram uma nova e vigoroso vanguarda social. Dirigentes sindicais, populares, camponeses e operários, muitos deles de tradição marxista, são expressões de massas e impulsionadores da organização da Frente Nacional de Resistência ao Golpe de Estado. A Frente, organizada desde os bairros das cidades hondurenhas, elege seus representantes barriais que respondem nas assembleias das cidades e regionais, de onde se elegem representantes que organizam a Frente Nacional.

Quando estive em Honduras, fiquei me um bairro chamado El Hato Enmedio, bairro de periferia, de ruas de chão batido, de mercadinhos totalmente gradeados. Esse era o cenário de um dos bairros mais ativos contra o golpe, com ações constantes e líderes destacados da Resistência Nacional.

Nós do PSOL fomos e seguimos sendo parte ativa daqueles que lutam contra o Golpe de Estado em Honduras. Estivemos neste país com militantes e nosso Secretário de Relações Internacionais Pedro Fuentes. Estamos conectados com importantes lideranças e organizações políticas muito ativas na Frente de Resistência. Juan Barahona, destacado líder da Resistência, Gilberto Ríos, da Organização Política Los Necios, e Fidel Nieto, da Tendência Revolucionária de El Salvador, seguem em contato permanente conosco e jogados na construção de uma alternativa popular ao governo golpista de Pepe Lobo.

A expressão do que se transformou Honduras pode-se ver neste vídeo na despedida de Mel Zelaya. Não menos que 500 mil pessoas marcharam até o aeroporto mandar um até logo ao Presidente deposto.


"Volveremos" foi a resposta de Zelaya.

Abaixo, reproduzo o primeiro comunicado emitido por Manuel Zelaya desde Santo Domingo, capital da República Dominicana. Nos próximos dias, sigo postando as notícias e mensagens que recebo de Honduras.







COMUNICADO

Santo Domingo.

Republica Dominicana.

03 febrero del 2010.

Desde un obligado exilio originado por la persecución política y la falta de justicia que prevalece hasta hoy en Honduras desde el Golpe de Estado Militar, resaltamos los hechos que evidencian la deplorable situación que impera en Honduras:

o Hace ocho días la Corte Suprema de Justicia absolvió con descaro, dictando sobreseimiento definitivo a la cúpula militar ejecutora del Golpe de Estado.

o Las evidencias muestran que se pretende dejar impunes lo mas abominables crímenes, asesinatos, torturas, violaciones y otros tratos crueles e inhumanos, de los que hemos sido víctimas todo el pueblo hondureño durante los siete interminables meses desde el Golpe de Estado.

o Hasta el día de hoy se mantienen en sus cargos y gozando de impunidad los co-autores del Golpe de Estado Militar y los cómplices de violaciones de los Derechos Humanos, incluso la Corte Suprema de Justicia y el Fiscal General.

o El Golpe de Estado Militar en Honduras ha entronizado la impunidad.


FRENTE A ESTOS HECHOS, PROPONEMOS LO SIGUIENTE:

1.- El Gobierno del Señor Porfirio Lobo, según las Resoluciones aprobadas por el Sistema de Integración Centroamericana (SICA), la Organización de Estados Americanos (OEA), la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA), el Grupo RIO, la Organización de Naciones Unidas (ONU), entre otros, bajo las actuales condiciones no puede gozar de Reconocimiento, hasta que estas Resoluciones sean revocadas por haber sido superadas las circunstancias que provocaron la sanción.

2.- El Sistema de Justicia debe ser reestructurado y depurado, y retirar de sus cargos en las diferentes instituciones a las personas involucradas en el Golpe de Estado, aun cuando estén amparados por la amnistía aprobada con el fin de concederles impunidad. También exigimos que se ponga término a toda acción de persecución judicial, como instrumento político contra el Presidente Zelaya, sus Ministros y Líderes de la Oposición al Golpe de estado Militar.

3.- Debe procederse de inmediato al cese de la represión que en forma sistemática sufre el pueblo hondureño, sustituyendo los mandos de los órganos represores responsables del Golpe de Estado y de la represión, haciendo retornar las instituciones militares y policiales a su función constitucional.

4.- El pueblo hondureño y la Comunidad Internacional, exigen que los responsables de crímenes de lesa humanidad cometidos durante el Golpe de Estado Militar no deben quedar sin castigo.

HACIA UN GRAN ACUERDO NACIONAL PARA EL RETORNO A LA DEMOCRACIA:

Para resolver la crisis política en Honduras, se llama al pueblo hondureño y a la Comunidad Internacional a exigir y apoyar un Gran Acuerdo Nacional para el Retorno a la Democracia, que contemple los siguientes puntos:

1.- Reactivación de los procesos de Democracia Participativa, interrumpidos por el Golpe de Estado Militar que impidió la realización de la Encuesta de Opinión Popular para la Instalación de la Cuarta Urna, y derogó la Ley de Participación Ciudadana que permitía mecanismos de Democracia Directa.

2.- Creación de espacios deliberativos, con participación de todos los sectores de la vida nacional, para debatir y decidir acerca de la necesidad de una Asamblea Nacional Constituyente que dicte una Nueva Constitución, y de paso a la construcción de un Nuevo Orden político, económico y social en el país.

3.- Garantías para el ejercicio de la Libertad Democrática, permitiendo a la Resistencia como fuerza política de primer orden, la participación plena en todos los procesos políticos electorales.

4.- Creación de un Comisionado para la Libertad de Expresión, con el fin de velar por el derecho del pueblo a tener información objetiva y de manera oportuna, deteniendo de esta forma las extorsiones de los medios masivos de comunicación masiva en manos de grupos de poder económico, contra Gobiernos y ciudadanos.

A LA COMUNIDAD INTERNACIONAL, PROPONEMOS:

Que los Sistemas y Organismos Multilaterales, regionales y subregionales, modifiquen sus instrumentos constitutivos para que incluyan mecanismos coercitivos efectivos que permitan sancionar y revertir los Golpes de Estado, o cualquier acto de agresión en contra de la voluntad soberana de los pueblos, como ser:

  1. El No Reconocimiento y expulsión de Sistemas Multilaterales y organismos internacionales de regímenes golpistas y de los que surjan de un Golpe de Estado,

  1. Sanciones Económicas y Comerciales,

  1. Cese de convenios de cooperación y asistencia militar,

  1. Disolución de Ejércitos Regulares e instituciones policiales que participen, directa o indirectamente en el planeamiento y ejecución de Golpes de Estado.

  1. Des-visado General y Congelamiento de Cuentas Bancarias a los actores intelectuales y materiales de Golpes de Estado,

  1. Creación de Tribunales Internacionales contra la Impunidad frente a casos de represión, persecución política, tratos crueles y degradantes, crímenes de lesa humanidad y otras violaciones de los Derechos Humanos, producidos o derivados de Golpes de Estado.

  1. Instalación de Comisiones de la Verdad, bajo la responsabilidad de organismos internacionales de defensa, vigilancia y promoción de los Derechos Humanos y Democráticos.
  2. Mecanismos de sanción y expulsión de Sistemas Multilaterales y Organismos Internacionales contra gobiernos que brinden Reconocimiento, respaldo o asistencia a regímenes que surjan de Golpes de Estado.


Honduras, con el gobierno del Presidente Zelaya había logrado los mejores indicadores económicos de los últimos treinta años en el país, con un crecimiento superior a la media para América Latina. El Golpe de Estado Militar revirtió este esfuerzo, sumiendo a nuestra sociedad en la crisis económica y social más profunda de los últimos cien años. Es por ello, que el cumplimiento de esta propuesta es un imperativo irrenunciable para juntos enfrentar y superar esta tragedia, y adquirir el compromiso con nuestro pueblo y los pueblos del Mundo, para afirmar categóricamente que GOLPES DE ESTADO, NUNCA MAS.


domingo, 7 de fevereiro de 2010

DEFENSA DE LA ALEGRÍA

Defender la alegría como una trinchera
defenderla del escándalo y la rutina
de la miseria y los miserables
de las ausencias transitorias
y las definitivas
defender la alegría como un principio
defenderla del pasmo y las pesadillas
de los neutrales y de los neutrones
de las dulces infamias
y los graves diagnósticos
defender la alegría como una bandera
defenderla del rayo y la melancolía
de los ingenuos y de los canallas
de la retórica y los paros cardiacos
de las endemias y las academias
defender la alegría como un destino
defenderla del fuego y de los bomberos
de los suicidas y los homicidas
de las vacaciones y del agobio
de la obligación de estar alegres
defender la alegría como una certeza
defenderla del óxido y la roña
de la famosa pátina del tiempo
del relente y del oportunismo
de los proxenetas de la risa
defender la alegría como un derecho
defenderla de dios y del invierno
de las mayúsculas y de la muerte
de los apellidos y las lástimas
del azar
y también de la alegría


Mario Benedetti

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Miserável Mansão

Tenho que registrar esse fato. Passei em frente à casa da governadora hoje. Não vou dizer a hora, nem como. Passei por lá. Alguns capangas bem vestidos na frente. A miserável e a mansão seguem lá.

Não ia lá desde maio ou junho de 2008. Não lembro bem a data. Tenho até uma foto deste dia.