quinta-feira, 29 de abril de 2010

Presidente Chávez no Twitter



Esta é a breve e contundente apresentação do Presidente da Venezuela Hugo Chávez no Twitter. Após a explosão das redes sociais e de vários políticos se aproximarem das pessoas através do miniblog mais famoso do mundo, chegou a vez do líder da Revolução Bolivariana e do Socialismo do Século XXI.

Em dois dias, Chávez angariou mais de 100 mil seguidores.

@chavezcandanga é o Twitter do carismático Presidente.

Escutei ele falar no Fórum Social Mundial de 2010. É impressionante a lucidez e a coragem com que enfrenta as adversidades, com que olha no olho seu povo e que o tornou o Presidente que ousou desafiar o Washington.

Socialistas do mundo, twittemos!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Globo e Serra - o Brasil quer mais?

Serra já tá no twitter, defende o Estado indutor e não usará gravata na campanha. Tenta mudar de cara, mas não abre mão de seus amigos, velhos amigos, dos anos de chumbo neoliberal de FHC.

A Globo é a Globo.

Desde 1965 ela esteve em todos os governos. Todos.

Lula contemplou a Globo com Hélio Costa, ex-repórter e diretor da empresa, com o modelo japonês de TV digital e com grande parcela da publicidade estatal.

A Globo ameaçada pela emissora do bispo acende uma vela para cada santo. Vai com Dilma, vai com Serra. Aproveita o embalo das pesquisas ainda apontarem leve vantagem para o tucano e comemora seus 45 anos dando uma forcinha para o ex-governador de São Paulo.


Lima Duarte, Zeca Camargo, Jô Soares, Angélica, Faustão e uma renca de "artistas" e "jornalistas" "isentos" entram em sintonia com o eixo de campanha de Serra neste clipe que já saiu do ar, mas que já entrou para o hall das grandes campanhas eleitorais da Rede Globo.

Vejam e se divirtam. A Globo estará no governo de Serra e de Dilma. Como se nada tivesse acontecido.


PT e DEM

A imagem é imperdível. Dizem que a intervenção federal no DF não ocorreu e as investigações não foram mais longe para não pegarem os amigos de Lula.

No DF corre à boca-miúda (e em outras nem tão miúdas assim) que Joaquim Roriz, ex-governador do DF e primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto atualmente para a sucessão de Arruda, seria o foco de origem do esquema de corrupção no Governo do DF.

E que certos deputados distritais petistas estariam de uma maneira ou outra envolvidas.

São boatos e comentários que me chegam dos amigos brasilienses. Na terra onde Luiz Estevão criou o primeiro time de futebol estatal do Brasil, Lula "joga" no time de Arruda.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Grécia segue mobilizada

Vi na GloboNews agora pela manhã. A Grécia segue mobilizada contra o pacote de austeridade fiscal do governo grego, imposto pela União Europeia e pelo FMI. É a velha fórmula da dominação do capital financeiro. Os empréstimos econômicos internacioanis se refletem em aumento da miséria, diminuição do emprego formal, aumento dos impostos.

A crise econômica mundial assolou o "terceiro mundo" europeu.

A Grécia foi um dos países mais atingidos. As demissões e retiradas de direitos sociais e trabalhistas sacudiu o país.

A convulsão em Atenas explodiu em dezsembro de 2008 com o assassinato do adolescente de 15 anos Alexandris Grigoropoulos pela polícia que repremia uma mobilização juvenil.

Seguiu-se um mês de caos total na capital grega. Os manifestantes tomaram o principal noticiário da televisão e incendiaram a árvore de natal em frente ao Parlamento.

Com a eclsoão da crise econômica os sindicatos se somaram às mobilizações.

A notícia da GloboNews de hoje retrata a greve dos Correios e dos Transportes Marítimos. Duas greves gerais aconteceram no último ano na Grécia.

Tudo por conta dos empréstimos que o governo assumiu para pagar a dívida.

Lá o povo se nega a pagar a crise dos ricos, se nega a pagar pelo dinheiro roubado pelos diversos governos corruptos.

As mobilizações seguem e nos animam. Nossos aliados do Syryza, coligação da esquerda grega com representação parlamentar, estão jogados nesta luta. É hora de uma mudança profunda se concretizar na sociedade grega.



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Para entender (mais um pouco) o PSOL

Não posso deixar de reproduzir este texto elucidativa e fundamental para aqueles que querem conhecer mais ainda o Partido Socialismo e Liberdade.

Escrito por Edilson Silva, pré-candidato ao governo de Pernambuco e membro da Executiva Nacional do Partido, o texto parte de uma resposta ao PSTU e termina trazendo a riqueza de um Partido nascido sob duras dificuldades.

Em meio à traição do maior partido que os trabalhadores construíram na América Latina, o PT, na sua conversão à ordem política vigente e sua pactuação pela "estabilidade" política e financeira dos interesses dos ricos.

Edilson é também dirigente do Movimento Esquerda Socialista - MES - tendência interna do PSOL encabeçada pela Deputada Federal Luciana Genro.

Gaste 5 minutos do seu tempo para conhecer mais o PSOL.



Quem és tu, PSTU?

Por Edilson Silva


O PSTU traz extensa matéria em recente edição de seu periódico, Opinião Socialista, criticando o PSOL. Até aí nada de novo. O PSTU faz com o PSOL o que o PCO, Partido da Causa Operária, faz com o PSTU, acusando-o de reformista, contra-revolucionário e outras bobagens. Bobagens porque, afinal, os males do PSTU não são estes, mas o seu inconseqüente idealismo e sua metodologia nada científica de análise da realidade. A novidade nesta matéria é que agora o PSTU ousa decretar a falência do PSOL, culpando a sua concepção partidária, que admite tendências permanentes no seu cotidiano partidário, como responsável por esta suposta falência.


A base para a afirmação do PSTU é o resultado da recente conferência eleitoral do PSOL, que foi concluída com a indicação única do nome de Plínio de Arruda Sampaio à presidência da República. Segundo o PSTU, o PSOL saiu rachado, o que inclusive justifica a sua posição de não querer aliança com o PSOL para a Frente de Esquerda. Esta afirmação do PSTU, como muitas outras, não passa no teste elementar dos fatos e busca esconder uma tática política tão nova quanto os tratados militares de Sun Tzu.


De fato, o PSOL passou por um duro processo interno. Uma intensa discussão interna. Foram mais de 11 mil filiados reunidos em 26 estados brasileiros (algo impensável para um partido como o PSTU). Somente o Amazonas não fez plenárias municipais. Somente em São Paulo reuniram-se certamente mais filiados e ativistas que o total do PSTU em todo o Brasil. Três pré-candidatos bastante respeitáveis, três quadros experimentados, mesmo com as diferenças existentes, viajaram pelo país debatendo nas principais capitais. O PSOL foi invadido por uma intensa discussão política. Debatemos estratégia política, programa para o Brasil, caminhos para o socialismo, concepção de partido. Foram muitas divergências, muitas mesmo, mas todas elas se debatendo em como organizar melhor a nossa classe para enfrentar o capital e sua barbárie. Eu mesmo achei e continuo achando que algumas posições são bastante equivocadas, mas se assim não fosse, não haveria as divergências internas.


Infelizmente, no final do processo, ações equivocadas de parte da direção anularam delegações, gerando fortes tensionamentos. Num ato maiúsculo, os descontentes abdicaram da disputa pela indicação e decretaram que a vida continua, todos no PSOL. O meu pré-candidato internamente não foi o candidato indicado pelo partido, mas, na condição de candidato do PSOL ao governo de Pernambuco, de consenso inclusive, estou disponível para fazer a campanha do Plínio, dentro do clima de respeito que deve presidir as relações que se pretendam unitárias num partido socialista, plural e democrático. Todos os militantes do PSOL, cada um a seu tempo, cada um com sua sensibilidade, saberá dar sua contribuição para a construção de nossa estratégia eleitoral.


Isso, com certeza, não significará abstenção de diferenças. A luta interna no PSOL vai continuar, e tomara que continue, com aperfeiçoamentos no funcionamento da democracia partidária, reunindo nas disputas internas não mais “apenas” 11 mil filiados, mas 20, 30, 50 mil filiados. Queremos que se multipliquem dentro do PSOL as disputas, mostrando a pulsação e vivacidade do partido, e com elas biografias como as de Luciana Genro, Chico Alencar, Ivan Valente, Raul Marcelo, Carlos Giannazi, Marcelo Freixo, Eliomar Coelho, Fernanda Melchiona, Pedro Ruas, Ricardo Barboza, Elias Vaz, João Alfredo. Com alguns destes tenho grandes divergências, mas os quero e vou sempre trabalhar para que estejam dentro do PSOL.


Queremos que o PSOL transforme em força política real os quase 7 milhões de votos obtidos em 2006 por nossa maior liderança, Heloisa Helena, que será eleita senadora por Alagoas, convertendo-se numa das maiores vitórias da esquerda socialista brasileira nesta conjuntura eleitoral.


Queremos mais. Queremos mais e novos Osmarinos, lutadores dos povos da floresta. Queremos mais intelectuais como Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho. Queremos mais garotos da terceira idade como Milton Temer. Queremos mais líderes como João Batista, Gim Cabral e Marilda, lideranças do MTL que estão sendo criminalizados por lutarem pela terra no Triangulo Mineiro.


Queremos mais jovens organizados politicamente nas universidades e no meio popular. Queremos mais lideranças sindicais, mais Janiras; mais e mais trabalhadores do campo e da cidade, camelôs, mais flanelinhas, como aqueles organizados em Petrolina, no sertão nordestino, e que tem no PSOL seu partido. Queremos mais ousados e ousadas jovens e não tão jovens lideranças que se lançaram a disputar mais de 400 prefeituras do país em 2008, dentre estas as maiores metrópoles.


Queremos mais mulheres como Bernadete, a candidata feminista do PSOL ao governo de Tocantins em 2010. Queremos mais gente ousada como o polêmico e decidido Cinco, do Rio de Janeiro, lutador da causa da Cannabis: descriminalização, já! Queremos mais ativistas corajosos, gays, como Jean Willis, o Big Brother com consciência de classe, que se candidatará a deputado pelo Rio de Janeiro. Queremos mais artistas críticos como Marcelo Yuka, que também será candidato pelo PSOL no Rio de Janeiro agora em 2010. Queremos tudo isto e todos eles como são, pois nos interessa processar esta diversidade num debate vivo, sem o qual o PSOL jamais será um partido popular, de massas, com condições verdadeiras de tirar a estratégia socialista dos discursos de auditório e transformá-la em realidade.


É este partido, que guarda dentro de si esta força e esta diversidade, que o PSTU ousa decretar a falência. A realidade fala outra coisa. O PSOL deve estar falido, e tomara que esteja mesmo, como possibilidade de ser um partido parecido com o PSTU. Aliás, para isto militamos todos os dias. O PSOL, como fundamos, nega-se a cometer os mesmos erros do PT, mas também nega-se intransigentemente a cometer os mesmos erros do PSTU.


É importante que se saiba que o PSTU não tem tendências internas, mas tem uma fração interna dirigente permanente que não admite qualquer divergência. Alguma semelhança com a era Stalin à frente do PC na ex-URSS? É por isso que a cada congresso do PSTU um grupo interno se organiza e, pensando que há democracia, tenta discutir alguma coisa, mas é esmagado pela fração interna permanente que dirige aquele partido, saindo em seguida. O PSTU é o partido não das tendências, mas das rupturas, incontáveis. Foi isso que aconteceu em 2001, por exemplo, quando uma plenária do PSTU realizada em Recife foi anulada por que a tendência contrária à maioria do Comitê Central foi vitoriosa. Esta manobra burocrática gerou a saída de mais um grupo organizado do PSTU, o Coletivo Socialista, mais tarde convertido em Pólo de Resistência Socialista, grupo que depois viria a fundar o PSOL com uma certeza: modelo PSTU, nunca mais!


A vida política interna do PSOL tem a ver com uma concepção partidária presente já no seu nome: LIBERDADE. É esta liberdade, com a clareza de que somos uma organização política de socialistas, e que acredita que sem povo organizado não há poder popular possível, que ousamos dizer que não estamos falindo, estamos apenas começando. É esta mesma liberdade e esta concepção partidária, de conviver com diferenças, que nos faz ver mesmo no PSTU o que nos une e não aquilo que nos separa, o que nos leva a propor, de forma honesta e franca, a construção de uma Frente de Esquerda para disputar as eleições 2010, para combater a falsa polarização PT versus PSDB e as falsas alternativas que se apresentam, como Marina Silva, do PV.


Foi fundador do PSTU em 1994. Em 2002, foi fundador do Coletivo Socialista, dissidência do PSTU, que se transformou depois no grupo regional Pólo de Resistência Socialista, que com outras forças fundou o PSOL em 2004. Atualmente é Presidente do PSOL-PE e membro da Direção Executiva Nacional do PSOL.


sábado, 17 de abril de 2010

1996


Foto extraída do Diário Gauche - acesse diariogauche.blogspot.com


Há 14 anos ocorria um dos maiores massacres, se não o maior, decorrentes da luta pela reforma agrária no Brasil.

Foi em Eldorado dos Carajás no Pará. Uma mobilização de acampados na rodovia que liga Belém ao sul do estado foi terminada com o assassinato covarde de 19 sem-terra.

O massacre foi comandado pelo governo de Almir Gabriel do PSDB.

Na esteira da luta pela terra no Brasil, contra o neoliberalismo e a repressão aos movimentos sociais foi eleito Lula em 2002.

Agora em 2010 a reforma agrária não avançou, o Bolsa Família angariou amplo de muitos assentados, a impossibilidade da reforma agrária se dar devido à falta de recursos, de instrumentos e de incentivos do governo tornam necessária a continuidade da luta incessante pela divisão da terra no Brasil.

Lula não levou a cabo seu compromisso histórico com a reforma agrária. Escolheu o caminho do agronegócio, dos transgênicos e aposta na monocultura da soja como base fundamental da economia de exportação brasileira.

Assim, movimentos como o MTL - Movimento Terra Trabalho e Liberdade - que não se curvam ao poderio da máquina estatal seguem sua luta por terra, trabalho, liberdade e contra a criminalização dos movimentos sociais.

Tivemos importantes lideranças do MTL como Dim Cabral, João Batista e Marilda que na sua luta por reforma agrária em MG foram condenados a 5 anos de prisão.

O PSOL que se orgulha de seus camaradas condenados injustamente não aceita que nestas eleições de 2010 que Serra omita o massacre do tempo do FHC, que Dilma fale em reforma agrária depois de 8 anos de engodo de Lula.

Vamos com Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira da Reforma Agrária, para que possamos apresentar um caminho, junto ao MTL e MST, para a que não tenhamos mais latifúndios, nem novos Eldorados dos Carajás.

The Blower's Daughter

Para ilustrar esse sábado.

http://www.youtube.com/watch?v=5YXVMCHG-Nk


The Blower's Daughter

Damien Rice

Composição: Damien Rice

And so it's
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it's
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

And so it's
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it's
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind... my mind...
Until I find somebody new


A letra foi retirada do link

http://letras.terra.com.br/damien-rice/121129/

terça-feira, 13 de abril de 2010

Que siga o entusiasmo... que siga a Revolução!

Neste 13 de abril a Revolução Bolivariana festeja.

Há oito anos atrás o povo venezuelano em revolução democrática devolveu o poder ao presidente Hugo Chávez.

Este foi um momento sensacional da história recente do continente. Um levante de massas, com 1 milhão de pessoas nas ruas de Caracas, restituiu o poder ao presidente deposto por um Golpe de Estado orquestrado pelos industriários, setores militares e EUA.

O povo massivamente e a maioria do Exército desmontou o golpe e Cháves voltou.

Infelizmente os golpes não cessaram na América de Bolívar. Em 28 de junho de 2009, Manuel Zelaya, presidente de Honduras foi deposto por força das armas e do imperialismo ianque.

O golpe se estabilizou em Honduras, infelizmente. Porém a Frente Nacional de Resistência segue firme, organizada, enraizada e lutando. Apesar dos assassinatos políticos seguirem em Honduras chegará o momento em que a marcha do povo não será detida.

O dia de hoje nos trouxe a máxima de que todo 11 tem seu 13, ou seja, que todo golpe tem seu contragolpe.

Viva o povo Venezuelano!
Viva a América Latina livre!









Rio de Janeiro II - A tragédia

A imensa quantidade de chuva que se derramou sobre o Rio de Janeiro nesta última semana abalou o Brasil, mas fundamental e obviamente atingiu em cheio o estado fluminense.

O estado de calamidade pública a que chegou o Rio de Janeiro não se explica por um dia de tragédia natural atípica e que talvez demore mais uma década para se repetir.

A tragédia do Rio tem claros contornos da sociedade de classes.

Há uma enorme diferença entre os mortos do hotel de luxo de Angra no Ano Novo com os centenas de mortos, soterrados e desabrigados deste momento, em especial na cidade de Niterói.

Os morros escorreram e milhares de casas vieram abaixo.

O Rio vive em alguns lugares momentos de Haiti. Sim, o Haiti é aqui.

As campanhas assistenciais de ONGs, artistas, meios de comunicação, associação de moradores, escoteiros e o escambal são muito importantes. Porém, remediam pouco o acontecimento.

As causas fundamentais da tragédia seguirão até as próximas chuvas.

A enorme expulsão dos pobres dos centros urbanos os leva a conformar os enormes bolsões de miséria que contornam nossas metrópoles. Como a geografia do Rio de Janeiro obriga, esses cinturões de probeza sobem os morres. Amontoam-se como podem. Sem água tratada, saneamento básico, desempregados.

Os mesmos que morreram na tragédia perderam há pouco tempo parentes vítimas da dengue. São pessoas submetidas a condições desumanas de vida. Vivem em cima de lixões, literalmente.

Não há políticas sérias de combate à miséria no Brasil. Nem Lula, nem FHC, nem Sérgio Cabral, nem Garotinho. Nem a velha e a nova direita, que arrotam superávit primário e altas taxas de juros, exterminaram a chaga da miséria.

Dados para lá, dados para cá. Os números oficiais são uma verdadeira loteria a serviço da fantasia noticiosa.

O que há de concreto é a política de extermínio da pobreza.

Quando não chove no Rio, o Caveirão sobe o morro.

Quando estive pela primeira vez no Rio em janeiro de 2007 não acreditava na multidão de moradores de rua que via espalhados pelas calçadas. Pois os relatos de junho de 2007 de turistas e amigos que estiveram nos Jogos Panamericanos trataram de que era mínimo o número de moradores de rua na Zona Sul e arredores do Centro, na região das competições.

Aqui a Polícia Militar trabalha com fuzil. E tanques de guerra matam qualquer um quando atacam nos morros.

Registro o corajoso trabalho do Deputado Estadual do PSOL no Rio de Janeiro Marcelo Freixo. Presidiu a CPI das Milícias, desmascarou muito PM que estava mancomunado com o narcotráfico e segue a batalha contra a criminalização dos pobres.

É uma das poucas vozes dissonantes na política caricata, digo carioca. Sim, porque a gestão Cabral-Lula não ofereceu alternativas de verdade. Nem o verde-liberal Gabeira junto com o Serra oferecerão alternativa.

O povo do Rio precisa exigir e pressionar as autoridades para uma saída consistente. No avião vindo para cá no sábado, 11 de abril, ouvi do passageiro ao lado que o Sérgio Cabral havia cumprido uma promessa de campanha. Levado água e esgoto para todas as casas. Fica o trocadilho irônico para o governador que chora por petróleo e não trabalha pelas pessoas.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Rio de Janeiro I - Conferência do PSOL

O PSOL aclamou Plínio de Arruda Sampaio, o candidato da minoria dos delegados eleitos à III Conferência Nacional, como pré-candidato à Presidência da República. Esse é apenas um fato deste fim de semana em que a militância e a direção do PSOL esteve reunida no Rio de Janeiro.

Os acontecimentos que levaram a esta decisão passam pela existência de duas plenárias e nenhum Conferência. Uma plenária da maioria dos delegados eleitos, com a presença de Heloísa Helena, Luciana Genro e do nosso pré-candidato Martiniano Cavalcanti. A outra, da minoria dos delegados eleitos, estiveram além de Plínio, Babá, terceiro e menos votado pré-candidato à Presidência, Ivan Valente e Chico Alencar, nossos deputados federais de SP e RJ respectivamente.

A divisão física da Conferência em duas plenárias pode aparentar muitas coisas.

Para mim representou um estágio de luta política que eu não tinha visto. Afinal, não tinha sido de nenhum partido antes do PSOL e dentro do PSOL está foi a maior polêmica até agora.

Duas concepções partidárias se apresentaram com suas bases, seus porta-vozes, sua política.

Uma apontava pra dentro e outra pra fora do PSOL.

Nosso rumo nos dividiu na Conferência.

Ao contrário do que aqueles que apostam na derrocada do PSOL acho que demos alguns passos adiante.

A retirada da candidatura de Martiniano foi um passo adiante na consolidação de um bloco político mais coeso e determinado no interior do PSOL para projetá-lo para fora.

Precisamos consolidar um PSOL que seja capaz de atuar na realidade concreta, por mais dura que seja.

A tragédia da chuva no Rio de Janeiro precisa de uma intervenção contundente do PSOL.

O choro de Cabral na disputa dos royalties do Pré-sal não se repetiu com centenas de mortos, com os soterrados em Niterói.

Um PSOL que combata a corrupção, ainda com mais força no dia que Arruda vai para casa, depois de uma temporada preso. Elemento que aumenta a desigualdade social, porque é o dinheiro do imposto dos pobres que vai parar no bolso dos ricos.

Um PSOL, que capitaneado por Heloísa Helena se constitua como pólo de poder alternativo ao bloco PT X PSDB.

Lutamos contra consensos que levam o povo à paralisia. O PSOL que defendemos é o PSOL que luta pelo empoderamento popular, para que o povo faça suas escolhas e execute suas demandas.

Nisso saímos melhor armados.

A luta política só existe em partidos democráticos e vivos. O PT preferiu o consenso no nome de Dilma imposto por Lula. O PSDB não consultou suas bases para escolher Serra.

Nosso PSOL não é das cúpulas é de seus militantes e ativistas.

Esse processo qualificou e testou novos quadros partidários. Injetou ânimo na vida partidária. O que incomoda nosso bloco é que queremos que a partir deste momento todo o ânimo da militância do PSOL seja jogado para as ruas.

No Rio Grande do Sul temos enormes desafios. Eleger Luciana Genro, Deputada Federal, e Roberto Robaina, Deputado Estadual, estão à nossa altura.

Pedro Ruas já é um pré-candidato ao Piratini consolidado. Sua trajetória, coerência, firmeza, determinação, conteúdo político, programa e capacidade de debate levarão o PSOL a um novo patamar no RS.

Deixamos o convite para todos e todas que queiram encarar o desafio de sacudir a sociedade, de virar o mundo de pernas pro ar, a vir para o PSOL.

Nascemos para transformar, revolucionar. E a essa vocação não renunciamos em nenhum momento.

terça-feira, 6 de abril de 2010

El MESSIas

Foto: AFP



Nós já vimos D10S, Pelé, Ronaldos e Rivaldo.

Finalmente alguém para assistir jogar.

O time de Dunga é competente, organizado, tem tudo pra vencer a Copa.

Porém, a COPA quer Messi.

O crime foi espetacular.

Eu já sou anti-Arsenal desde que vi o Manchester United na final da Champions League de 98/99.

E já sou Messi desde que ele começou a humilhar os mortais.

A paulada do primeiro gol é sensacional. A simplicidade do segundo matadora. O terceiro gol é lindíssimo. O drible do quarto é genial.

Eu ainda não tinha escrito sobre futebol aqui no blog.

É ano de Copa do Mundo. Copa do Mundo, amigo.

Os craques que desfilam nos campos tem que passar por aqui também.

Comecemos por Messi.

Barcelona tomba Arsenal com um Messi genial - destaque do El Mundo Deportivo

O Rei do Futebol é a manchete do jornal Marca

Aqui estão os 4 tentos anotados pelo argentino.

Páscoa

teu nome estampado aqui

reflete o presente

O meu presente fora de hora...

não é aniversário, nem bodas dos pais, nem velório dos avós.

Já não importa.

Adoro presentes fora de hora.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Do evento mais importante

Como uma esquina vira uma encruzilhada? Não falo destas dos despachos religiosos.

Como um momento fundamental se perde no mar dos parênteses e dos apostos e dos predicados e dos adjetivos que inundam tudo?

Pois.

Ele caminhava entre o passo rápido e a corrida leve. Foi picando mesmo. Numa velocidade incompreensivelmente sofrida e feliz. Ía assim mesmo, com todas as licenças possíveis. Desde aquelas que evitam esbarrões às poéticas.

Queria chegar tão logo não demonstrasse o que queria demonstrar. Aquilo que não conseguia esconder.

Pensou, mediu, correu, escorregou. Chegou.

Quando o céu beija o mar já não há mais nada que se faça. O infinito já se fez. Estamos irremediavelmente presos.

Bom, tudo isso era o evento mais importante para ele.

Ela. Bem, ela, quem vai saber?

As coisas não são assim tão precisas. Que dirá os pensamentos dela?

Seus planos, suas vontades, seus sabores e aromas.

O que há de certo é só o incerto.

O que há de líquido é o vento escorrendo pelos cabelos pretos.

MAS, de Evo Morales, vence eleições regionais na Bolívia

Bolívia segue adiante nas transformações sociais, econômicas e políticas. O Movimento Al Socialismo, do Presidente Evo Morales, derrota a direita separatista em quase todo o país.

Essa vitória alegra os militantes do PSOL aqui no Brasil. Se em nosso país há o consenso estabelecido pelo governo Lula do pacto entre trabalhadores e empresários, e a apresentação dos tucanos como única alternativa ao lulismo, nós do PSOL vibramos com o aprofundamento da Revolução Bolivariana e seus desdobramentos. Seja nas ruas, seja nas eleições.

Notícia extraída da Telesur, no link http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/69692-NN/mas-triunfo-en-6-de-9-gobernaciones-en-bolivia/, acessado em 5 de abril de 2010.


MAS triunfó en 6 de 9 gobernaciones en Bolivia


El presidente boliviano, Evo Morales, tras conocerse estos resultados exhortó a los líderes de la oposición a que se sumen a su proyecto político. Dijo que " el cambio es imparable y se expresa en las urnas, sino pueden sumarse por lo menos que aporten, para que gane el pueblo. Aseguró que su gestión busca el beneficio de los pueblos. El MAS sumó a su control el departamento amazónico de Pando y conservó el mando de las gobernaciones de La Paz (oeste), Oruro (sudeste), Potosí (sudoeste), Cochabamba (centro) y Chuquisaca (sudeste). El resultado fue calificado como un revés para la derecha opositora, quienes mantienen el poder en los departamentos de Beni, Tarija, Santa Cruz y Chuquisaca.

Proyecciones a boca de urna divulgados por varios medios de comunicación locales dan el triunfo al gobernante Movimiento al Socialismo (MAS), del presidente, Evo Morales, en seis de las nueve gobernaciones departamentales de Bolivia, y en siete de las10 alcaldías principales de ese país andino, en las elecciones regionales realizadas el pasado domingo.

Según los datos de conteo rápido difundidos por los medios privados de ese país, el triunfo del partido que apoya al presidente Morales incluyó el departamento amazónico de Pando que estaba en manos de opositores y formaba parte de la llamada media luna.

El MAS conservó el mando de las gobernaciones de La Paz (oeste), Oruro (sudeste), Potosí (sudoeste), Cochabamba (centro) y Chuquisaca (sudeste).

El presidente boliviano, Evo Morales, tras conocerse estos resultados exhortó a los líderes de la oposición a sumarse a su proyecto político. Dijo que " el cambio es imparable y se expresa en las urnas, sino pueden sumarse por lo menos que aporten, para que gane el pueblo.

Aseguró que su gestión busca el beneficio de los pueblos. "No quiero ninguna confrontación, que esos cinco años sean en beneficio de la población. Recordó que el MAS es el único partido en ganar seis de las últimas elecciones

Este resultado fue calificado como un revés para los líderes de la derecha opositora, quienes aún conservan el poder en los departamentos de Beni, Tarija, Santa Cruz y Chuquisaca.

De acuerdo a estos resultados previos el indígena Oscar Cocarico, candidato del MAS obtuvo la primera magistratura de La Paz, con un 49, 8 por ciento. Un triunfo bien importante para el partido oficial tomando en cuenta que es la segunda región más poblada de Bolivia y sede del gobierno.

Le secundó el candidato de centro izquierda Movimiento Sin Miedo (MSM) Simón Yampara, con 23,9% de los votos.

La victoria más contundente para los masistas fue la de Potosí, allí la opción de Féliz González obtuvo el 63 por cientos de respaldo, seguido del postulante de una agrupación Ocarikuna, Orlando Careaga.

En el departamento minero de Oruro el MAS también se impuso con mayoría absoluta. El candidato Santos Tito obtuvo el 51,3 por ciento de los votos, sobre los 33,8 por ciento del opositor Iver Pereira.

El más reñido de los resultados se registró en la gobernación de Pando. En este departamento de la frontera amazónica con Brasil y Perú la opción de Luis Flores ganó con 49,7% de los votos, dos puntos por encima del ex senador conservador Paulo Bravo.

En este departamento se asomaron algunas denuncias de fraude -post sufragio- en las actas.

El candidato del MAS, Edmundo Novillo, ganó la gobernación de Cochabamba, con 61,9 por ciento de los sufragios, escoltado por el centroderechista José María Leyes que sumó un 25 por ciento.

En la gobernación de Chuquisaca se impuso el candidato oficialista Esteban Urquizo con 50,6 por ciento,13 puntos más que el contendor opositor John Cava.

En Santa Cruz (este) reprodujo el poder el conservador Rubén Costas con 51 por ciento de los votos, 12 puntos más que el socialista Jerjes Justiniano, mientras que en Beni (nordeste) Ernesto Suárez le sacó dos puntos de diferencia a la candidata oficialista, Jessica Jordan, cuya votación se acercó al 40 por ciento.

En la meridional Tarija, el liberal Mario Cossio fue reelecto con el apoyo del 49,5 por ciento de los electores, por encima del oficialista Carlos Cabrera.

En la disputa municipal, el MAS ganó las alcaldías de El Alto y Cochabamba, ambas en manos de la oposición en el período 2006 y 2009 y, en gran avance, se hizo de Cobija, capital del departamento Pando.

La candidata Lucía Reis, también del MAS ganó con 54,6 por ciento del apoyo electoral en el municipio de Cobija.

El destacado socialista en Cochabamba, el artista Edwin Castellanos, ganó sobre el derechista Arturo Murillo con 40,2 por ciento contra 37,9 por ciento.

En El Alto, el oficialista Edgar Patana se anotó el triunfo sobre la centroderechista Marisol Chapetón con 38 por ciento de los votos.

La alcaldía de La Paz -que se quedó en manos de Luis Revilla, del MSM, con 47,7 de los votos, 12 puntos más que la oficialista Elizabeth Salguero.

La alcaldía de Santa Cruz, la más poblada de las 337 de Bolivia, la ganó Percy Fernández, con una diferencia de 22 puntos sobre el oficialista Roberto Fernández, quien se anotó a su favor el 31 por ciento de los votos.

Quizá en el guarismo más sorpresivo de esta elección para 9 gobernadores y 337 alcaldes y sus respectivos legislativos, el MAS perdió en tramos finales la alcaldía de Oruro, de donde Morales es oriundo y nicho electoral de los socialistas criollos, que adhirió finalmente el MSM.

La periodista Rocío Pimentel, del MSM, volteó a su favor el pastel en el final de la contienda y le sacó 9 puntos al ex senador socialistas y favorito en las encuestas Félix Rojas, que orilló el 32 por cirnto.

El partido del mandatario tampoco pudo copar la de Trinidad, capital departamental de Beni, donde el militar ultraconservador Moisés Shiriqui se hizo fuerte y terminó reeligiéndose con poco más del 40 por ciento de los votos.

El voto le fue esquivo asimismo en Tarija, en el subandes preñado de gas, donde el alcalde Oscar Montes se reeligió con la mayoría absoluta de los votos (52 por ciento).

Tampoco pudo remontar en el municipio de Sucre, capital constitucional de Bolivia, donde no alcanzó para desbancar al ex rector de la Universidad San Francisco de Xavier, Jaime Barrón, también envuelto en actos de racismo en esa ciudad de contornos coloniales donde en mayo de 2008 fueron vejados indígenas campesinos.

Y por último, no pudo contrarrestar al alcalde de Potosí, René Joaquino, en el cargo hace tres lustros, que volvió a izarse en la silla municipal merced a los respaldo que le otorgó el 52,4 por ciento de los electores.