quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Asesinan en Honduras al décimo periodista en lo que va de año

Recebi a informação da Organização Política Los Necios de Honduras e publico em espanhol mesmo. É para aqueles que ainda defendem a "democracia" instalada em Honduras por força do Exército e dos EUA naquele país. 


VTV / teleSUR
El periodista Israel Zelaya Díaz conocido como "Chacatay" fue encontrado muerto en la tarde de este martes en las inmediaciones de San Pedro Sula (noroeste) Honduras con tres heridas de bala. Este es el décimo asesinato cometido contra profesionales de la información en ese país centroamericano desde el golpe de Estado en 2009 al ex presidente Manuel Zelaya.

Autoridades policiales de Honduras presumen que Zelaya Díaz fue abandonado sin vida en una carretera por varios desconocidos que se transportaban en un taxi. Los funcionarios mantienen la hipótesis porque en el lugar "no se encontraron casquillos u otros indicios" de este hecho.
A la víctima le encontraron entre su ropa, la billetera y otras pertenecías incluido el carné del gremio al que pertenecía.

Recientemente, el comunicador social había participado en una asamblea, donde denunció que fue objeto de un atentado criminal, cuando unos sujetos desconocidos prendieron fuego a su casa. En esa oportunidad, Zelaya Díaz logró salvar su vida, gracias a los ladridos de un perro.

Hace unos años, Zelaya Díaz sufrió un atentando, cuando unos desconocidos balearon su vehículo en San Pedro Sula. También había sufrido un hecho similar cuando sujetos armados le quitaron la vida a uno de sus hijos en el barrio Medina, en esa ciudad.

Este es el décimo profesional de la comunicación que es asesinado en lo que va de año en Honduras. El pasado 18 de febrero, el periodista Nicolás Asfura, de 42 años, fue hallado muerto atado de pies y manos en la bañera de su vivienda. Seguidamente, el 1 de marzo, Joseph Hernández Ochoa, de 26 años, fue abaleado cuando iba en su vehículo.

El 11 de marzo es acribillado, David Meza, de 51 años de edad, quien se desempeñaba como corresponsal del Canal 10. Tres días después, el 14 de marzo, es asesinado el periodista Nahum Palacios Arteaga, de 34 años cuando también se desplazaba en su carro.

El junio de este año el director de Canal 19, Luis Arturo Mondragón, fue ultimado cuando estaba sentado con su hijo en la acera de su casa minutos después de salir de su programa, según los informes.

Los otros periodistas hondureños asesinados durante el año son: Georgino Orellana (el 20 de abril), Luis Chévez Hernández (11 de abril), Bayardo Mairena y Manuel Juárez (26 de marzo).

CIDH pide al Estado adoptar las medidas necesarias para juzgar a los responsables de los asesinatos.

La relatora especial para la Libertad de Expresión de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), Catalina Botero, había señalado el pasado 24 de abril que la institución había denunciado los crímenes y exhortado al Estado a adoptar las medidas necesarias para investigar y juzgar a las personas que cometieron los asesinatos, "para que de una vez por todas la prensa pueda realizar su trabajo de manera libre y desinhibida" en la nación centroamericana.

El 16 de junio de este año, la Organización de Periodistas Iberoamericanos (OPI) sostuvo que denunciará ante el Tribunal Penal Internacional y otros organismos internacionales al cuestionado gobernante de Honduras, Porfirio Lobo por ignorar los múltiples asesinatos a periodistas que se han perpetrado en Honduras y que suman diez en lo que va de año.

El gremio había expresado que el actual Gobierno hondureño ha demostrado un total desprecio por los derechos humanos y la libertad de los ciudadanos, particularmente la de los profesionales del periodismo.

Adicionalmente a los crímenes cometidos en contra de los comunicadores sociales, también existen denuncias por el asesinato de más de 50 abogados, políticos, empresarios y gente del pueblo a manos de bandas armadas que, presuntamente trabajan para el Estado.

Según la OPI, esta cantidad de fallecidos son contabilizados a partir del golpe de Estado orquestado por el entonces presidente de facto Roberto Micheletti. 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Um fim de semana inesquecível

Peço licença aos leitores. Talvez eu escreva para mim mesmo.

Consegui uma folga de dois dias na campanha para uma volta ao passado e um encontro com o presente.

Estive com a mãe e com irmão mais novo em Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul. Em Monte Alverne, distrito de Santa Cruz, nasceu e morou a família do meu avô, pai da mãe, Valdir Mohr. Lá começou a minha história. Já que o vô do meu vô veio do norte da Alemanha em meados do século XIX e encontrou no berço da colônia alemã aqui no estado um cantinho para montar a casa, o potreiro, galinheiro, a horta.

Minha vó veio de Fortaleza visitar uma irmã que praticava a Medicina recém formada em Santa Cruz. E não voltou. Casou com o "baixinho" de 1,96m. Nasceram minha mãe e os tios, as tias.

A família lá tem muitas curiosidades e é muito grande. Sempre muitos filhos, netos, bisnetos. Não conheci meu vô, vítima de um enfarto fulminante no coração em 1982, no exato dia que a mãe completou 18 anos. A fatalidade serviu para marcar ainda mais o vínculo da mãe e meu com essa região e com os nossos parentes de lá. Os Môr, como falam com o sotaque alemão, interagiram com diversas famílias e a se ramificou. Em muitos descendentes já não há mais o nosso sobrenome. Tudo bem, coisas da vida, dos nomes, das escolhas. 

E por escolha, minha decisão é ser dessa turma aí que reencontrei agora, neste mágico final de semana, 10 anos depois. Estive lá no fim de março de 2000. Por qualquer dessas coisas do acaso e da saúde, visitamos meu bisavô Edo Mohr, com seus 82 anos recém feitos. Em 1° de abril ele morreu. Partiu dele e da bisa Trula os laços de incrível solidariedade que eu vi entre todas as famílias da nossa árvore.

Eu tinha 13 anos, estava na oitava série. Agora voltei com 23, concluindo o jornalismo, militante do PSOL; depois destes 10 anos intensos de adolescência e início da fase adulta. Eu devia ter 1,70 ou menos. Agora 1,85m. O espanto geral ficou por conta do mano.

Meu irmão, Samir, que não ia desde o natal de 1998 foi um mundo de descobertas. Não lembrava de ninguém, por óbvio. Só lembrava de uma nega maluca. Era uma mini criança e voltou um homem com 1,92m.

Pra resumir o fado a cada abraço, cada história, cada lembrança, cada cerveja, cada garfada e a cada gargalhada resgatamos um porto seguro das nossas vidas. Sempre que der mesmo, volto "para casa" recarregar as baterias.

domingo, 1 de agosto de 2010

Notícias e abandono temporário

Não sei se há ainda alguém por aqui. Mas nem que seja para mim mesmo é necessário dar uma satisfação do silêncio do blog. Ainda mais quando atualizar o blog é uma daquelas promessas de início de ano. 

Eu e o Israel Dutra (@israel_dutra) tínhamos proposto uma série de 6 textos que relacionassem Copa do Mundo, futebol, história, política e sociedade. Fizemos quatro, das décadas de 1950, 1960, 1970 e 1980. Fiquei satisfeito com os textos, especialmente o dos anos 50 e dos 70. O dos 70 foi ainda publicado no Jornalismo B impresso (www.jornalismob.wordpress.com). Apresentei ainda os textos como trabalho final da disciplina de Jornalismo Esportivo. Conquistamos um A. O anúncio derradeiro é que não teremos os últimos dois textos.

A notícia que me chamou mais atenção neste domingo são as dimensões do CENSO 2010. É um fundamental raio X do Brasil deste princípio de século. Qualquer pessoa séria que queira entender as profundas transformações pelas quais passaram o nosso país tem no CENSO do IBGE um banco de dados profundo e detalhado. Um exército de 192 mil recenseadores mal remunerados tomarão as avenidas, ruas, rios, estradas, travessas, ruelas nos 5.565 munícipios brasileiros. Há um processo de digitalização das ruas de quase todos os municípios. 

A ausência aqui é devido a uma enorme presença nas ruas. A campanha eleitoral é uma das janelas que temos a cada dois anos para apresentar nossas propostas para todos pela televisão, rádio, mas principalmente nas ruas. Enquanto a legislação eleitoral que proporciona um estrangulamento e quase impossibilidade de visibilidade das candidaturas independentes como a do PSOL é nas ruas que temos um porto seguro. Sim, apesar do ceticismo, descrença nos políticos e na política, encontramos muitas pessoas que querem uma alternativa e que vêem no PSOL um pólo de resistência à tormenta da falta de alternativas políticas atualmente.

Registro que o blog está abandonado temporariamente pois não encontro forças para escrever diariamente tudo que gostaria em detalhes. Gasto toda minha energia nessa oportunidade rara e privilegiada que tenho de estar diariamente na equipe de campanha da Luciana Genro (@lucianagenro) e do Roberto Robaina (@robainapsol). São duas biografias inatacáveis. Donos de uma capacidade política incrível, de uma garra insuperável. Possuem um envolvente senso de humor, que alegram a longa jornada de manhã a noite. Tenho aprendido muito com eles, com a relação que estabelecemos com o povo e com a sabedoria popular. As pessoas e a complexidade de suas vidas, as variáveis que se cruzam, onde caminham, o que fazem, onde trabalham e moram, a incrível capacidade de sobrevivência me dão confiança de fazer coisas que tenho prazer: política e o jornalismo.

Tenho apurado o olhar a cada dia, tentando ver a história das pessoas, enxergar o que realmente importa. Nas ruas o Brasil real é diferente do Brasil das propagandas estatais. Falta muito para a vida melhorar. E não tem jeito: temos que tomar a política como o espaço privilegiado das mudanças. Na luta do povo está guardado o futuro, que ela desabroche o quanto antes.